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Bastidores do Timão: Corinthians cobra profissionalização da arbitragem em reclamação formal à FPF

Os bastidores do Timão ferveram nesta segunda-feira com uma movimentação enérgica da diretoria alvinegra. O Corinthians formalizou uma reclamação direta à Federação Paulista de Futebol (FPF), endereçada ao vice-presidente Mauro Silva, manifestando profunda insatisfação com os rumos da arbitragem no Paulistão 2026. O clube entende que o atual formato do torneio, com apenas oito jogos na primeira fase, torna cada erro uma ameaça real aos objetivos da temporada, não deixando margem para interpretações equivocadas ou falta de critério.

A cúpula corinthiana defende uma pauta antiga, mas que se tornou urgente: a necessidade de profissionalização dos árbitros, ao menos na elite do futebol paulista. Para o presidente Osmar Stabile, o nível de investimento e a seriedade dos clubes não estão sendo acompanhados pela qualidade das decisões no apito, o que gera uma instabilidade desnecessária na competição.

O dossiê de erros contra Santos e Velo Clube

O estopim para essa crise nos bastidores do Timão foram os lances polêmicos das rodadas quatro e cinco. No clássico contra o Santos, o erro de Lucas Bellote ao marcar uma falta inexistente de Gustavo Henrique — que resultou no gol de empate do rival — já havia gerado o afastamento do juiz pela FPF. Contudo, o descontentamento aumentou após a vitória contra o Velo Clube.

Mesmo com os três pontos garantidos, o Corinthians listou falhas graves de Flávio Rodrigues Marques, como uma cotovelada não punida em André Ramalho e um pisão sofrido por Vitinho que deveria ter resultado em expulsão. A falta de critério na marcação de faltas foi o ponto central da nova queixa enviada à federação, reforçando a sensação de que o clube está sendo prejudicado sistematicamente.

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Foco dividido entre a política e as decisões nacionais

Enquanto os bastidores do Timão fervem com as questões federativas, o elenco tenta manter o foco nas grandes estreias que se aproximam. O Corinthians só voltará a sentir o “termômetro” da arbitragem paulista no dia 5 de fevereiro, contra o Capivariano. Até lá, o desafio é em âmbito nacional, onde a arbitragem responde à CBF.

Na quinta-feira, o desafio é contra o Bahia pelo Brasileirão, e no domingo, o compromisso é pela Supercopa Rei, contra o Flamengo. A expectativa da diretoria é que o barulho feito na FPF sirva de alerta para que, no retorno ao Estadual, o tratamento dado ao Corinthians seja pautado pela imparcialidade e pelo profissionalismo que o maior campeonato estadual do país exige.

Conclusão

No fim das contas, a postura agressiva nos bastidores do Timão é necessária para proteger os interesses da instituição. O Corinthians não pede favores, apenas justiça e uma arbitragem que esteja à altura da grandeza do espetáculo. Se o clube se profissionaliza e busca excelência, é justo que quem conduz o jogo no apito siga o mesmo caminho. A Fiel estará de olho em cada lance daqui para frente.

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