Dívida do Corinthians com Shakhtar: Timão projeta pagamento para evitar novo Transfer Ban

O departamento financeiro do Parque São Jorge corre contra o tempo para encerrar mais um imbróglio internacional. Após o recurso ser negado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), o clube estabeleceu o prazo de 30 dias para quitar a dívida do Corinthians com Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. O valor, referente ao empréstimo do volante Maycon, gira em torno de R$ 7,2 milhões (1 milhão de euros), acrescido de multas e juros de 10% ao ano.

O objetivo central é blindar o futebol de qualquer risco de transfer ban, punição que impediria o clube de registrar novos reforços na janela que se abre em julho. Mesmo com a dívida do Corinthians com Shakhtar confirmada, a cúpula alvinegra garante que o fluxo de caixa está sendo organizado para que este pagamento não interfira nas negociações paralelas, como o acordo com o Talleres por Rodrigo Garro.

O histórico do caso Maycon e o mecanismo de solidariedade

A disputa jurídica que originou a dívida do Corinthians com Shakhtar começou ainda em 2024. Na época, o Timão tentou abater o valor utilizando créditos do mecanismo de solidariedade da transferência de Pedrinho (do Benfica para o Shakhtar). Embora os ucranianos tenham aceitado a linha de negociação inicialmente, o Corinthians falhou em honrar os pagamentos subsequentes, o que levou o caso à FIFA. Agora, com a decisão definitiva do CAS, o clube precisa desembolsar o valor integral para encerrar o ciclo do volante, que hoje defende o Atlético-MG.

Vale lembrar que, sob a gestão atual, o Corinthians tem feito um esforço hercúleo para “limpar o nome” no mercado externo. Neste início de 2026, o Corinthians pagou mais de R$ 80 milhões para quitar dívidas com Santos Laguna e o meia Matías Rojas. A diretoria encara a resolução da dívida do Corinthians com Shakhtar como o próximo passo necessário para recuperar a credibilidade internacional e focar nos investimentos.

Raio-X da Condenação no CAS:

  • Valor Principal: 1 milhão de euros (~R$ 5,5 milhões).
  • Multas Contratuais: 120 mil euros (~R$ 660 mil).
  • Juros: 10% ao ano sobre as parcelas vencidas.
  • Total Estimado: R$ 7,2 milhões.

Outras frentes jurídicas: José Martínez e Charles

Apesar do otimismo em resolver a dívida do Corinthians com Shakhtar, o radar financeiro do clube ainda aponta outros alertas. O Timão monitora dívidas no CAS com o Philadelphia Union e o Midtjylland, somando aproximadamente R$ 14,2 milhões pelas compras de José Martínez e Charles. Além disso, a intenção da diretoria é aplicar o mesmo modelo de reestruturação utilizado nos casos anteriores para evitar surpresas desagradáveis durante o Brasileirão 2026.

Certamente, a organização dessas pendências é vital para que Dorival Júnior tenha tranquilidade no planejamento do elenco. Com a maratona de nove jogos em abril e a estreia na Libertadores batendo à porta, o Corinthians não pode se dar ao luxo de instabilidades administrativas. Resolver a dívida do Corinthians com Shakhtar dentro do prazo de 30 dias será um sinal claro de que o clube está, finalmente, retomando as rédeas de sua saúde financeira para focar apenas no que acontece dentro das quatro linhas.

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