A tensão que marcou o duelo em Curitiba ganhou novos contornos após a divulgação da súmula da partida. O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima relatou graves ofensas na arbitragem do Corinthians, atribuídas ao auxiliar técnico Lucas Silvestre. Segundo o documento, Silvestre teria proferido palavrões e intimidado o quarto árbitro após ser expulso nos acréscimos. A situação, no entanto, não é tão simples quanto parece, já que o profissional do Timão veio a público desmentir categoricamente o relato oficial, afirmando que o árbitro faltou com a verdade.
A resposta do auxiliar e a “prova” do VAR
Lucas Silvestre utilizou suas redes sociais para negar as acusações e trouxe um ponto crucial para a discussão sobre as supostas ofensas na arbitragem do Corinthians. O auxiliar destacou que o próprio quarto árbitro teria solicitado ao VAR a gravação das falas no momento da expulsão. Para Silvestre, esse material é a prova definitiva de sua inocência: ele afirma que jamais usou as palavras relatadas na súmula e desafia a exibição dos áudios para esclarecer o ocorrido.
Esse imbróglio traz à tona um histórico complicado entre este árbitro e a comissão técnica corinthiana. Rodrigo José Pereira de Lima já teve problemas com Dorival Júnior e a diretoria em 2024, em um caso que terminou no STJD. Naquela ocasião, os profissionais do Corinthians foram absolvidos justamente porque o relator entendeu que a súmula assinada pelo árbitro apresentava inconsistências e incoerências gritantes.
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O que diz a súmula x O que diz a defesa:
- Relato do Árbitro: Ofensas pesadas contra o juiz principal e ameaças diretas ao quarto árbitro.
- Defesa de Lucas Silvestre: Negação total dos xingamentos e apelo às gravações oficiais do VAR.
- Histórico: Árbitro já teve relatos anteriores questionados e derrubados pela justiça desportiva.
Arbitragem de Athletico 0x1 Corinthians relata na súmula xingamentos e ameaça de Lucas Silvestre, filho e auxiliar de Dorival:
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) February 20, 2026
“Você me expulsou por quê? Você não é nada. Vou pegar o seu nome e vou te f****. Você vai ver.”
🗞️ @mabragatchelo
📸 Reprodução | Rodrigo Coca/SCCP pic.twitter.com/ZRfJiiMoJu
Pressão e critérios contestados na Arena da Baixada
O debate sobre as ofensas na arbitragem do Corinthians é o ápice de uma partida onde o critério disciplinar foi duramente questionado. O Timão contestou o pênalti assinalado para o Athletico no primeiro tempo e os excessivos 12 minutos de acréscimo na etapa final. A irritação foi tamanha que, antes do segundo tempo começar, o árbitro precisou se reunir com técnicos e capitães para pedir calma — um gesto que, diante da expulsão de Silvestre aos 55 minutos, não surtiu o efeito esperado.
Para o Corinthians, o comportamento recorrente deste quadro de arbitragem preocupa. O sentimento interno é de que o clube e seus profissionais estão sendo visados de forma desproporcional. A absolvição anterior de Dorival e Stabile em casos semelhantes serve como base para que o departamento jurídico encare essa nova denúncia com firmeza, exigindo transparência total sobre o que foi dito na beira do gramado.
Desdobramentos jurídicos e o foco no Paulistão
Agora, a disputa sai de campo e vai para as salas do tribunal. O Corinthians deve utilizar o histórico de “falsos relatos” do árbitro para proteger seu auxiliar de uma suspensão pesada no Brasileirão. Enquanto isso, o elenco tenta virar a chave para o compromisso decisivo de domingo, pelas quartas de final do Paulistão, contra a Portuguesa. A meta é garantir que o barulho vindo das ofensas na arbitragem do Corinthians não tire o foco do time na busca por mais uma semifinal estadual.
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