Quem olhou o placar de 3 a 0 pode até pensar que foi uma vitória comum de estreia, mas a estratégia de Dorival Júnior no Corinthians trouxe uma nuance tática que merece ser celebrada. Em vez de usar os zagueiros apenas como “rebatedores”, Dorival transformou Gustavo Henrique e André Ramalho nos primeiros armadores do time. Foi um jogo de xadrez: enquanto a Ponte Preta tentava fechar o meio, a bola saía limpa pelos pés dos nossos defensores, quebrando as linhas de marcação com uma facilidade impressionante.
Essa proposta exige coragem e, acima de tudo, precisão técnica. Ver a dupla de zaga terminar o jogo com quase 100% de passes certos não é acidente; é treino e visão de jogo. A estratégia de Dorival Júnior no Corinthians liberou os volantes para flutuarem e confundiu a marcação adversária, que nunca sabia se pressionava a subida do Ramalho ou se guardava o espaço para as infiltrações do André Luiz.
André Ramalho e o papel do “Quarterback” no esquema de Dorival
Dentro da estratégia de Dorival Júnior no Corinthians, André Ramalho funcionou como um verdadeiro lançador. Com 98% de aproveitamento nos passes e uma precisão absurda nas bolas longas (6 de 7 certas), ele foi o responsável por inverter o jogo e encontrar os laterais espetados. Esse passe longo “açucarado” força o adversário a correr para trás, abrindo buracos na defesa que o Corinthians soube aproveitar como ninguém na tarde deste domingo.
#Paulistão 🇧🇷
— Sofascore Brasil (@SofascoreBR) January 11, 2026
André Ramalho foi o líder de passes certos de Corinthians 3-0 Ponte Preta!
⚽ 1 gol
✅ 81/83 passes certos (98%!)
↗️ 6/7 passes longos certos (86%!)
💪 4/6 duelos ganhos (!)
⤴️ 3 interceptações (1º do jogo!)
🔐 7 ações defensivas (!)
🔄 0 dribles sofridos (!)
💯… pic.twitter.com/gmV6m8pBew
Não é todo dia que vemos um zagueiro ser o líder de passes do jogo e ainda terminar sem sofrer um drible sequer. Isso mostra que a organização tática de Dorival protege os defensores, permitindo que eles usem a técnica para construir o jogo sem ficarem expostos a contra-ataques fatais.
O posicionamento de Gustavo Henrique e a eficácia na bola parada
A outra face da estratégia de Dorival Júnior no Corinthians foi o aproveitamento de Gustavo Henrique nas bolas paradas e na cobertura aérea. Se com a bola nos pés ele foi impecável (96% de acerto), sem ela ele foi um muro: 8 duelos aéreos ganhos em 8 disputados. Dorival desenhou um sistema onde Gustavo é o porto seguro por cima, o que dá liberdade para o time todo subir com tranquilidade.
#Paulistão 🇧🇷
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Gustavo Henrique foi o Destaque Sofascore de Corinthians 3-0 Ponte Preta!
⚽ 1 gol
✅ 73/76 passes certos (96%!)
🆚 2 desarmes
✂️ 3 cortes
💪 4/6 duelos ganhos pelo chão (!)
🚀 8/8 duelos aéreos ganhos (1º do jogo!)
💯 Nota Sofascore 9.1 pic.twitter.com/YeKm66R74F
O gol de Gustavo Henrique foi o prêmio para um jogador que entendeu que, no Corinthians de 2026, o zagueiro tem licença para ser protagonista. A sincronia entre o posicionamento defensivo e a chegada ao ataque é o que torna este novo Corinthians um time muito mais perigoso e imprevisível do que nas temporadas passadas.
Conclusão
Além disso, o que vimos na Neo Química Arena foi o nascimento de um novo padrão tático. A estratégia de Dorival Júnior no Corinthians tira o time daquela zona de conforto do “chutão” e coloca o Alvinegro na vanguarda do futebol moderno, onde todos jogam e todos constroem.
Se a dupla de zaga continuar com esse nível de entrega e inteligência, o caminho para as conquistas em 2026 será pavimentado com muita qualidade técnica. A Fiel pode se preparar: este time joga com a bola no chão e a cabeça no lugar.
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